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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meus textos


Tarde de Descobertas

Apesar de ela ter 21 anos agora, ela ainda não tinha esquecido-se do menino por quem era apaixonada aos 15. Nesse alge da vida de jovem mulher ela pensava que o amava, pois tinha visto em algum lugar que se você gosta de alguém há mais de dois anos pelo menos, você passa a amar a pessoa. Mas apesar de ainda se lembra do rapaz que agora estaria com 22 anos e em algum lugar do planeta seguindo seu percurso de vida, ela estava certa de si que não estava mais apaixonada por ele, que não o amava mais. Se é que naquele tempo o amava.

Ela tinha passado por tantos namoros até ali, até o estágio de 21 anos de sua vida. Foram cinco namoros, e ela tinha até chegado à apresentar um dos caras aos seus pais. E foi exatamente nessa janta que ela viu que aquele namorado não era o cara certo para ela. Não que os namorados fizessem algo de errado. Ela apenas não tinha atração por eles depois de algum tempo. Como se faltasse algo neles.

Leu alguns capítulos de um livro tomando uma xícara de café. Escovou os dentes. Lavou o rosto. E foi deitar. Estava chovendo lá fora, e o vento estava um pouco forte, batendo na janela do quarto do apartamento dela. E ela finalmente caiu no sono.
Acordou às oito horas e vinte e oito minutos numa manhã de sábado. Se arrumou e foi a um Starbucks que ficava à duas quadras de sua casa. Pediu um cappuccino e sentou-se em uma mesa. Depois foi pagar a conta e sem querer esbarrou em um cara alto, pele branca, cabelos castanhos claros quase loiros e olhos azuis. Pediram desculpas um ao outro e os olhos se cruzaram... e brilharam com um sorriso à amostra. Passou na mente dela que ele podia ser o menino dos quinze dela.

Começou a chover lá fora. Os dois se olharam como se tivessem que ficar ali dentro por um tempinho. Decidiram então sentar juntos. Começaram a conversar.
As horas passaram e era perto do meio-dia e a chuva não parou. Ele disse à ela que morava à seis quadras dali. Como ela morava a apenas duas, ela convidou ele a almoçar na casa dela. Chegando no apartamento dela, eles foram para a cozinha e ela aqueceu a janta da noite passada. Carreteiro. Almoçaram. Depois ligaram a TV e o noticiário dizia que a chuva ia durar até pelo menos o final da tarde. Ela foi lavar a louça e ele começou a observar as fotos dela e enfim sabia quem ela era e notou que a paixão silenciosa recendeu novamente.

Ele foi pra cozinha sentar na mesa, e em poucos minutos soltou da cadeira, agarrou ela e a beijou. Ela desejando a mesma coisa o beijou de volta. Colocou ela sentada em cima da mesa e os dois não paravam de se beijar. Foram para a sala novamente. Sentaram-se no sofá. Ele tirou a camiseta, e ainda não paravam de se beijar. Foram vários beijos intensos e longos. Ela tirou sua blusa e colocou a camiseta dele. Conversaram sobre começar um relacionamento. Que provavelmente não daria certo, pois ele iria viajar para o exterior por três anos. O máximo que tinham que fazer era aproveitar aquela tarde chuvosa.

Já eram cinco horas e a chuva finalmente parou. Ele tinha coisas para resolver sobre a sua viagem e decidiu ir embora para sua casa. Ele colocou seu moletom já que sua camiseta ia ser dela a partir de agora. Na porta dando tchau a ele, ela pensou que não haviam dito seus nomes. Ela perguntou e ele respondeu seguido de um até logo e o nome dela. Ela beijou ele como se fosse a ultima vez. E ele foi embora.


"Mê dê amor como nunca antes. Porque ultimamente eu tenho desejado mais. E faz um tempo, mas eu continuo sentindo o mesmo. Talvez eu devesse deixar você ir [...] Não, eu só quero te abraçar."

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meus textos



Filmes e Africanos

            Filmes que falam sobre a luta dos africanos pra serem aceitos na "comunidade branca" me encantam, pois eles contam uma história e pegam alguém para contar sobre sua vida. E no final há sempre uma lição de vida, uma lição a ser seguida, que nos fazem uma pessoa boa afinal. Filmes como "Histórias Cruzadas", "A Vida Secreta das Abelhas" e tantos outros, faz a gente enfrentar a vida com mais garra, nos ajuda a formar a nossa personalidade e a termos coragem. E também muitas vezes ficamos tão encantados com essas histórias que vemos nos filmes, que dá vontade de ler os livros. E, pelo menos eu, troço para que tenha o livro do filme, e é raramente não ter, então...

           Muitas vezes me dá vontade de chorar. Raramente eu choro lendo livros, o que eu não acho normal, mas até agora não me lembro de ter chorado lendo algum livro. Eu apenas me emociono, os olhos lacrimejam, mas não choro. Estranho até. Mas vendo filmes, já é diferente.Eu pego realmente a emoção dos personagens, talvez eu sinta um pouco do que eles sentem, e, algumas lágrimas rolam pelo meu rosto.

           Eu acredito que na hora que estou vendo o filme me imagino no lugar dos personagens e daí acabo chorando por eles. Porque como sou uma fraca pra momentos difíceis e tristes e os personagens dos filmes não, pois muitas vezes eles se seguram para não chorar, eu acabo chorando por eles.

           E como em cada filme eu torço para o bem, eu sinto raiva, tristeza e alegria. Nos filmes que falam sobre a luta dos africanos eu sinto muita raiva de como as pessoas podem ser tão ruins assim, de como elas não podem sentir amor. Mas ainda bem que há as pessoas boas, que acabam ajudando os inocentes. E principalmente, odeio muito de tratarem os africanos como se fossem algum tipo de alién do espaço e de também saber de alguma forma que o que se passa nos filmes aconteceu, e muitas vezes pior.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Meus textos


Apenas dói. Dói quando você sente que está sozinho. Dói quando você pensa que não tem mais amigos. Dói quando você acha que ninguém te ama. Dói chorar. Dói se machucar, tanto fisicamente quanto mentalmente. Parece que ninguém se importa contigo, que ninguém te da bola, que você está sozinha. Dói brigar por motivos pequenos, ainda mais com pessoas que você ama. Dói se sentir insegura. Dói ser insegura. E tímida.
Parece que não há ninguém ao seu lado para você contar como se sente ou apenas conversar. E o pior. É quando tem mas depois de um tempo essa pessoa te decepciona e você simplesmente passa a não confiar nela. 
Dói quando teus amigos te esquecem.
Dói quando necessita-se de um abraço, mas ninguém está lá para te abraçar, tanto nos momentos bons ou ruins. 
Apenas parece ser o fim do mundo. Ou fim da sua felicidade momentânea. 
Dói quando você percebe que as pessoas estão te trocando. Estão mentindo pra você. Quando não acreditam em você, mesmo você contando a verdade, mesmo em uma simples brincadeira. Dói quando você percebe que é a segunda opção. Ou a mil e quinhentos e sessenta e sete opção.
Dói quando você passa a não gostar mais de você mesma. E quando as pessoas jogam os seus defeitos na sua cara e riem. 
E quando você erra e machuca as pessoas na qual você ama e jura não fazer de novo e promete aprender com eles, os erros.
E tudo que você faz no final do dia é pensar, pensar e pensar. E algumas vezes chorar. 
E pensar como tudo isso acabou acontecendo. Por que você é assim. 
E porque você tem que fingir estar feliz para as pessoas não te perguntarem coisas que você não quer responder ou pensar sobre aquilo.
Por que amar e não ser amado de volta dói?
E no fim, você acaba se sentido culpada por tudo e se acha uma pessoa ruim. Prometendo a si mesma que vai mudar as coisas, dar mais valor a elas, amar mais, ser feliz mais. Mas as pessoas ao seu redor que você ama não ajudam com isso e a infelicidade toma conta e tudo fica por ser assim quase que sempre.